Terceira Margem Amazônia, Vol. 5, No 13 (2019)

O CONSUMO DE ORGÂNICOS: REFLEXÕES PARA SUA POPULARIZAÇÃO COMO FOMENTO À AGRICULTURA SUSTENTÁVEL

Mônica Suani Barbosa da Costa, Aline Radaelli, Therezinha de Jesus Pinto Fraxe, Cloves Farias Pereira

Resumo


O reconhecimento da agricultura sustentável como solução aos problemas agrícolas e ambientais atuais por parte de governos e organismos favorece a luta pelo fortalecimento do movimento de produção agroecológica e orgânica e a expansão das práticas agrícolas baseadas nestes princípios. Além disso, ampliam-se o interesse do público consumidor e sua (in) formação quanto aos benefícios do consumo dos alimentos bons, limpos e justos. Com o objetivo de conhecer a opinião de alguns frequentadores da Feira AGROUFAM, realizada na Universidade Federal do Amazonas, acerca do consumo de orgânicos é que o presente estudo foi proposto. Os dados quali-quantitativos foram coletados com o uso de um formulário estruturado, composto por perguntas fechadas de múltipla escolha, aplicado com 75 entrevistados. Discute-se a relevância das informações coletadas as contrastando com a pesquisa realizada abrangendo quatro das cinco regiões do país, sendo a única excluída da amostragem a região norte. Os dados apontam que embora persistam as barreiras a ampliação do consumo de orgânicos, como os elevados preços de seus produtos, sobretudo à população pertencente às classes C, D e E, alguns aspectos positivos traçam um cenário otimista quanto à expansão das preocupações sobre a origem dos alimentos, o que favorece diretamente a divulgação do mercado de orgânicos. É imprescindível que políticas de Estado fomentem ainda mais estas práticas agrícolas, e de maneira efetiva por meio de políticas de crédito agrícola e agroextrativista, serviço de ATER especializado à temática e fomento aos circuitos curtos de comercialização,
visando à segurança alimentar, econômica e nutricional de agricultores,
agroextrativistas e consumidores.

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