Terceira Margem Amazônia, Vol. 3, No 11 (2018)

SAZONALIDADE E ADAPTABILIDADE HUMANA NA COMUNIDADE SÃO JOSÉ (CAREIRO DA VÁRZEA, AM)

Aline Souza de Carvalho, Marília Gabriela Gondim Rezende, Mônica Suani Barbosa da Costa, Therezinha de Jesus Pinto Fraxe

Resumo


Várzea amazônica é um termo regional que geomorfologicamente corresponde à planície de inundação. Trata-se de um grande e complexo sistema fluvial formado ao longo das margens do rio Amazonas e de seus afluentes de água branca. Essa unidade geomorfológica, holocênica, é formada por sedimentos retirados dos Andes que, no geral, são ricos em nutrientes minerais formando solos férteis. Devido à sua fertilidade, a várzea sempre foi utilizada para a prática agrícola, desde os povos pré colombianos até o presente, sempre associada à agricultura de subsistência. A agricultura familiar que por muito tempo era chamada de agricultura de subsistência, é adstrita pelos indígenas, que fazem manejo dos recursos naturais. A agricultura familiar sempre se utilizou dos solos da várzea para seus plantios, sempre associado ao regime hidrológico que no curso médio é de cheia e vazante. O problema das cheias para os moradores da várzea é que a partir dos anos de 1970 o rio Amazonas vem sofrendo alterações significativas em seu regime. As grandes cheias e as excepcionais estão acontecendo com maior frequência e intensidade, levando os moradores das várzeas a novos desafios. Compreender esses novos desafios de adaptabilidade dos moradores de várzea em função das grandes cheias foi o objetivo deste artigo. A área de estudo, na qual foi desenvolvida a pesquisa, foi a comunidade de São José da Costa Terra Nova, localizada na Ilha do Careiro, na confluência dos rios Amazonas e Rio Negro.

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